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terça-feira, 17 de janeiro de 2012

97,7% da classe alta brasileira optam por investir em imóveis

Com o surgimento de loteamentos de médio e alto padrão nos últimos anos no interior de São Paulo, diversos benefícios também foram implementados nas regiões onde esses empreendimentos estão instalados, como criação de pontos comerciais, colégios, geração de novos empregos e até o aumento da arrecadação municipal.
Essa expansão dos lotes, além de contribuir economicamente para os municípios, é responsável por uma mudança nas paisagens de cidades como Pindamonhangaba, Taubaté, São José dos Campos, dentre outras localizadas no Vale do Paraíba. Estes locais mudaram sua configuração tradicional. Passaram de simples moradia para um novo conceito, que podem ser facilmente confundidos com clubes, por conta dos itens agregados às suas infraestruturas: pista de cooper, piscinas, saunas, quadras de tênis e poliesportiva, dentre outros.
Além desses benefícios, o aquecimento imobiliário do interior paulista alavanca a geração de novos negócios para os proprietários de terrenos, galpões e sítios que não são utilizados e que podem se transformar em investimentos rentáveis, como explica Alexandre Cardoso, diretor da Apoena Imóveis, empresa responsável pela construção e venda de loteamentos de alto padrão. “O aquecimento imobiliário em determinadas regiões no estado de São Paulo apresenta a possibilidade da criação de parcerias entre incorporadoras e donos das áreas. Após a análise das condições do terreno e das documentações, iniciamos a construção da infraestrutura necessária e a venda dos lotes. Com a comercialização, o lucro para o proprietário da área pode variar entre 100 e 200% sobre o que ele conseguiria com a venda da área bruta”, explica Cardoso.
Um exemplo de sucesso da incorporadora foi o Bothanica Itu, empreendimento de alto padrão construído em Itu, realizado após uma parceria com o proprietário da área. O loteamento já está com 90% da infraestrutura pronta e já foram vendidas 130 unidades e os proprietários recebem mensalmente o seu percentual na parceria. “Este terreno poderia estar desocupado até hoje, sem que a família tivesse obtido qualquer rendimento através dele”, comenta o diretor.

Solidez em longo prazo

Segundo estudos recentes do Instituto de Pesquisas Fractal, 97,7% da classe alta brasileira optam por investir em imóveis próprios ou carros. Para Durval Paulo, engenheiro civil e diretor da Carmel Marketing, que em parceria com a Apoena Imóveis construiu mais de 10 empreendimentos, esta opção de investimento é um sinal positivo para as cidades do interior de São Paulo e para os donos de áreas.
“Este perfil sócio-econômico é o mais apropriado para investir neste tipo de empreendimento, que traz segurança e qualidade de vida. Esta pesquisa demonstra também que cada vez mais poderão surgir pessoas interessadas em morar em locais com essas características. Assim, nós apostamos que haverá benefícios para os donos dessas áreas, pois teremos a procura por este tipo de empreendimentos”, explica o engenheiro.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Trabalho na construção civil exige bastante empenho

Diário do Grande ABC, Tauana Marin
Experiência e qualificação. São esses os principais atributos para ser trabalhador da construção civil. Mas, com o crescimento do mercado imobiliário, falta mão de obra para atender às dezenas de obras. No Grande ABC, para se ter uma ideia, o número de lançamentos de imóveis, por parte das construtoras, disparou no primeiro semestre.

Foram 3.174 unidades, expansão de 106% em relação aos seis meses iniciais de 2009, quando foram colocadas no mercado 1.541 unidades, segundo dados da Acigabc (Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradoras do Grande ABC), em parceria com o Secovi- SP (Sindicato da Habitação).

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Já há fila para comprar máquinas de construção

Estadão / SP, Fabiana Holtz - O Estado de S.Paulo

A atividade do mercado imobiliário no Brasil está tão aquecida que os fabricantes de máquinas e equipamentos usados na construção civil já têm fila de até quatro meses para entrega, dependendo do produto. Ao mesmo tempo em que comemoram resultados recordes, essas companhias apresentam demanda em níveis muito acima do esperado.
De acordo com a Terex América Latina, fabricante de máquinas e equipamentos para construção e obras de infraestrutura em geral, a procura por manipuladores telescópicos (telehandler) - uma espécie de empilhadeira usada no programa "Minha Casa, Minha Vida"- tem sido tão expressiva que há fila de dois meses para entrega. Na linha de plataformas aéreas, para trabalhos que podem atingir até 43 metros de altura, chega a quatro meses.

A empresa espera vender 400 manipuladores em 2010, o que representa 388% em relação ao ano anterior, quando foram vendidas 82 unidades. O manipulador é um dos primeiros equipamentos que entram no canteiro de obra e o último a sair, lembra André Godoy Freire, presidente da companhia. Esse tipo de equipamento serve em obras de três ou quatro andares, posicionando e entregando materiais em diferentes alturas da construção.

A JCB do Brasil, que também fabrica manipuladores telescópicos, teve aumento de 35% nas vendas desse tipo de máquina em 2010. Para Nei Hamilton, diretor de vendas da empresa, o "Minha Casa, Minha Vida" é o principal responsável.

Na construção civil, os principais clientes dessas fabricantes são locadoras de equipamentos que atendem as incorporadoras. Entre as empresas que fazem a locação de equipamentos, a Mills Rental se diz confortável em relação à demanda. A empresa, porém, planeja investir R$ 300 milhões nos próximos três anos em aquisições de equipamentos e abertura de filiais.

Para Freire, da Terex, em um canteiro de obra é muito mais rentável alugar os equipamentos e não ter despesas com manutenção, que ficam por conta do fabricante. "Além disso, o transporte dessas máquinas de um empreendimento para outro também teria impacto nas margens de lucro das construtoras."

Mas segundo Hamilton, da JCB, muitas construtoras que costumavam alugar as máquinas agora começam a comprá-las. Algumas das principais incorporadoras admitem que estão comprando maquinário para diminuir a dependência de fornecedores nas obras, mas não confirmam as filas ou atrasos.

A MRV Engenharia disse, por meio de sua assessoria, que a oferta de locação melhorou muito por causa da entrada de empresas europeias e chinesas e que não tem faltado equipamento. A empresa confirma estar investindo na compra de equipamentos, não por falta de oferta, mas sim para maior ganho financeiro a longo prazo.

A Living, subsidiária da Cyrela para o segmento econômico, também optou por comprar determinados equipamentos, como gruas. Já a Rossi Residencial adquire parte das máquinas que usa no canteiro de obras. Segundo o diretor de engenharia Renato Diniz, a Rossi trabalha com três equipamentos próprios e 11 alugados, e até o fim do ano pretende comprar mais 19.